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Educar para prevenir

O que é Diálise Peritoneal

 

O QUE É DIALISE PERITONEAL

Shutterstock

 

A diálise peritoneal não requer equipamento tecnicamente avançado. O dialisante é introduzido na cavidade peritoneal através de um catéter colocado na parte inferior do abdómen. Uma membrana fina, chamada peritoneu, reveste as paredes da cavidade peritoneal e cobre todos os órgãos nela contidos. Na diálise peritoneal, o peritoneu actua como membrana de diálise. A cavidade peritoneal pode frequentemente reter mais de 3 litros, mas na prática clínica é mais usual utilizar 1,5-2 litros de dialisante. 

 

Uma das opções de tratamento disponíveis no tratamento da Insuficiência Renal Crónica Terminal. É uma técnica fisiológica que utiliza a membrana peritoneal (membrana que envolve os órgãos abdominais), atua como um filtro do sangue, removendo excesso de água e toxinas do corpo.  É uma técnica também denominada "auto-diálise", porque é realizada por si ou por um familiar próximo.

 

A osmose é definida como a passagem da água através de uma membrana de uma área onde a sua concentração é mais alta para outra onde a sua concentração é mais baixa. Na diálise peritoneal utilizamos a osmose através da adição de glucose, que é uma grande molécula, ao líquido da DP. A grande molécula de glucose arrasta a água do lado do sangue para o lado do líquido da DP, tentando diluir a elevada concentração de glucose e chegar ao equilíbrio. Mudando o líquido da DP após 4-6 horas haverá uma maior ou menor remoção de líquido do sangue durante todo o dia. A concentração de glucose no líquido da DP determina a quantidade de líquido que será removida. Os produtos residuais, como a ureia e a creatinina, são removidos por difusão. Os produtos residuais movem-se da área de elevada concentração da corrente sanguínea para uma área de baixa concentração do líquido de DP, na cavidade abdominal. Uma vez obtido o equilíbrio, o dialisado residual é drenado, sendo instilado novo dialisante. Este processo é contínuo e imita a acção do rim. Proporciona ao doente uma diálise contínua sem os altos e baixos do tratamento de HD, que é normalmente intermitente.

O conteúdo do dialisante da DP pode ser dividido em electrólitos, solução tampão e agentes osmóticos, estando disponíveis muitas composições diferentes. O electrólito mais abundante no líquido de DP é o sódio, cuja concentração normal é 132 mmol/l. A concentração de cálcio varia com frequência, dependendo de aspectos como o doente estar a tomar quelantes de cálcio com teor em fosfato. Normalmente situa-se entre 1,25 e 1,7mmol/l. O líquido de DP também contém magnésio e cloreto mas, ao contrário do líquido de diálise, o líquido padrão da DP não contém potássio. A solução tampão utilizada no líquido de DP é normalmente o lactato, embora em certas situações seja utilizado bicarbonato. O lactato é metabolizado em bicarbonato pelo organismo.

O principal agente osmótico é a glucose. Como a taxa de osmose está relacionada com a concentração osmótica do líquido de DP, a taxa de ultrafiltração pode ser controlada escolhendo uma concentração de glucose apropriada. Os níveis de glucose normais do líquido de DP situam-se entre 1,4 e 4,5%.

 

Informe sempre o seu médico de clínica geral, dentista, e médicos especialistas que está a fazer diálise

 

 

Opções na Diálise Peritoneal

A diálise peritoneal, quer na sua variante DPCA quer na de DPA, é uma técnica eficaz, bem tolerada e simples de efetuar. A enorme maioria das pessoas tem facilidade em aprender a executá-la. Ao fim de poucos dias de aprendizagem, o doente e um seu eventual parceiro encontram-se em condições de, autonomamente, efetuá-la no domicílio.

 

  • DPCA - Diálise Peritoneal Continua Ambulatória

  • DPA - Diálise Peritoneal Automática

 

 

DIÁLISE PERITONEAL

Baxter

 

DPCA - Diálise Peritoneal Continua Ambulatória (Manual)

A solução de Diálise Peritoneal é infundida na cavidade peritoneal através do catéter, a solução permanece na cavidade peritoneal, durante algumas horas (de 4 a 6), chamando-se a este período tempo de permanência. Após  o tempo de permanência a solução utilizada é drenada e substituída por uma solução nova. Este procedimento é conhecido por troca e repete-se 3 a 5 vezes por dia, realizada durante o dia.

 

CICLADORA BAXTER

DPA - Diálise Peritoneal Automática

A substituição da solução de diálise é efetuada automaticamente por uma máquina portátil (cicladora) durante a noite, por um período de 8 a 12 horas.

 

Para realizar a Diálise Peritoneal é necessário um acesso - Catéter Peritoneal. A colocação do catéter é efetuada por uma técnica simples, habitualmente sob anestesia local.

 

Ambos os tratamentos são realizados em casa. A escolha entre um deles  depende das suas preferências estilo de vida e condições clínicas. A técnica aprende-se com facilidade.

 

  

ACESSO DE DIÁLISE PERITONEAL

A solução de diálise peritoneal entra e sai da cavidade peritoneal através de um cateter (pequeno tubo). O catéter é um tubo flexível e aproximadamente do tamanho de uma palhinha. O catéter é colocado na parte inferior do seu abdómen, num pequeno procedimento cirúrgico com anestesia. Uma vez introduzido, pode permanecer no local enquanto necessário (todo o período em que está a fazer diálise peritoneal como opção de tratamento). O catéter é retirado  quando surgem complicações como infeções, não funcionar, ou quando o tratamento de diálise peritoneal é interrompido (quando realiza um transplante renal ou passa para hemodiálise).

Diálise Peritoneal - Catéter Peritoneal

 

A colocação do catéter peritoneal é realizada no bloco operatório por um Cirurgião. Poderá ser em regime de ambulatório ou de internamento, dependendo da sua situação clínica.

 

 

DIÁLISE PERITONEAL ASPETOS A CONSIDERAR

A Diálise Peritoneal (DP) é um tratamento contínuo realizado sete dias por semana, é um tratamento suave,  a água e os produtos tóxicos em excesso são removidos do organismo lentamente e de forma contínua, está opção é mais fisiológica. O doente pode fazer as suas atividades habituais, entre a as trocas.

  • são necessárias consultas regulares de acompanhamento;

  • não precisa de se deslocar repetidamente casa - clínica - casa;

  • fácil de fazer mesmo em férias;

  • pode fazer este tratamento enquanto dorme (no caso de fazer DPA);

  • são necessárias várias sessões de treino para aprender a lidar com equipamento (fácil de aprender);

  • é necessário espaço físico para armazenamento em casa;

  • risco de infeção;

  • cateter permanente externo;

  • risco de aumento de peso;

  • limita a vida noturna (no caso de fazer DPA).

 

O doente ao realizar a Diálise Peritoneal em casa, é responsavel por

  • seguir a prescrição do tratamento e as recomendações de dieta;

  • controlar  o peso e tensão arterial;

  • vigiar o orifício do cateter;

  • manter limpo e bem arejado o local das trocas;

  • não são recomendados banhos de banheira e piscinas.

 

DIÁLISE PERITONEAL - POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES

Embora muitas pessoas se submetam à diálise peritoneal durante anos sem problemas, por vezes podem surgir complicações. Como em qualquer tratamento, podem surgir efeitos secundários ou complicações, a maioria das vezes resultantes de fatores individuais.

Os efeitos secundários mais frequentes são: enfartamento, obstipação (“prisão de ventre”), dor escapular (nos ombros), dor abdominal com a entrada ou a saída do líquido e a formação de hérnias. Os primeiros são, geralmente, ligeiros, bem tolerados e transitórios. Por vezes, será necessário recorrer a medicação para o seu alívio. Raramente, pela sua intensidade ou pela sua persistência, implicarão medidas mais enérgicas – reposicionamento do catéter ou, até, suspender o tratamento por diálise peritoneal e transitar para hemodiálise. Quanto às hérnias que possam surgir são, quando tal estiver indicado, corrigidas cirurgicamente.

As complicações menos frequentes, mas mais graves, são as iinfeções a do orifício de inserção do catéter e a peritonite (infeção do peritoneu).

 

A INFEÇÃO NA DIÁLISE PERITONEAL

Diálise Peritoneal é um tratamento para a Insuficiência Renal Crónica Terminal. A par com outros tratamento, requer cuidados especiais e não está isenta de complicações. A infeções são atualmente fonte de preocupação, carecendo de medidas especificas  de modo a prevenir o seu aparecimento. A lavagem efeciente das mãos, o uso de máscara e a correta realização da tecnica são fundamentais para reduzir o número de infeções indesejadas.

 

Lavagem das Mãos... utilização da mascara Muito Importante

 

O que é a Peritonite?

A peritonite é uma infeção do peritoneu (membrana que faz a diálise), causada pela presença de bactérias. A sua presença, torna o líquido turvo.

 

Sinais e Sintomas de peritonite

Febre, Dor abdominal, Líquido turvo, Náuseas e vomitos.

 

No caso de aparecimento de algum destes sinais ou sintomas deve contatar o seu enfemeiro/a ou médico responsavel pelo o seu tratamento.

 

 

DIÁLISE PERITONEAL: QUAIS OS SINAIS DE UMA INFEÇÃO NO ORIFÍCIO

Saiba Identificar o seu Orifício

 

Com o auxilio de um espelho, verique todos os dias o estado do seu orifício e compare:

 

Classificação do Orifício externo do cateter peritoneal

 

 Como prevenir o seu aparecimento

  • Organize a sua vida diária incluindo os horários do seu tratamento. Realize-o com calma:

  • Mantenha a sua casa limpa e arejada. O local do seu tratamento deve conter o mínimo de material, apenas o indispensável;

  • Os animais são portadores de múltiplas bactérias. Mantenha-os longe do local de tratamento;

  • No dia a dia do seu trabalho, lembre-se que deve realizar o seu tratamento, com roupa limpa;

  • Cumpra com todas as orientações fornecidas pela equipa de diálise peritoneal durante o início da diálise.

 

 

Diálise Peritoneal e as Férias

Os doentes em Diálise Peritoneal podem viajar, para isso é necessário, com antecedência, informar o seu médico (nefrologista) e enfermeiro/a, com alguma antecedência. Este tempo é necessário para a programação e verificação da possibilidade das respetivas entregas de material no local de férias.

 

Se fizer alteração na sua viagem, deverá informar a sua unidade diálise peritoneal, para discutir as mudanças necessárias para os seus planos. 

 

 Quadro comparativo das modalidades terapêuticas da Doença Renal Crónica

 

 

 

Jean Louis Clemendot

Ele espera ser uma inspiração para os 1.700.000 pacientes em diálise em todo o mundo e mostrar que  pode continuar a viver a vida ao máximo, apesar de doença renal.

 

 

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